"Olhar perdido, sem rumo... coração apertado... a ponto de explodir... busco lágrimas de emoção... busco alívio... mas minhas lágrimas parecem pedra em meu coração... não consigo chorar... preciso desabafar... mas chega a doer quando a sensação de choro chega... o sono parece distante.. alheio a o que me ocorre... fecho os olhos e na escuridão deixo a música soar... de leve chego em meu coração que permanece irredutível... mais próxima vejo que ele está agarrado a vultos... em meio a essa angustia... sorrisos, olhares, palavras perambulam assombrosos! Avisto uma porta... mas parte de mim se nega a ultrapassá-la... uma parte que não me permite seguir... presa a uma ilusão permaneço e assim assisto a vida passar... personagens sem rostos, sem nomes... a mim nada importa além de uma névoa do que foi felicidade um dia... algo que foi concreto momentaneamente.. que foi tão vulnerável que uma simples brisa de verão o levou pra longe... e não restou nada mais que lembranças do que fui um dia... e o tempo se arrasta me levando a tiracolo... inerte permaneço frente a essa porta, a qual é uma ligação a luzes de mudanças... mudanças estas que metade de mim deseja e que a outra metade se impõe... sou metade luz, metade escuridão... metade gritaria.. metade silêncio... E na junção das metades chego ao caos que me encontro... incapaz de dar um passo sem que o tempo me arraste... Uma fortaleza... assim me sinto... nem eu tenho acesso livre... meu coração dá as ordens e passivamente obedeço... sem escolha... sem vontade... Os olhos agora estão fixos ao horizonte que a porta exibe... o sono parece se aproximar na mansidão desta madrugada... me oferece seu colo materno... e no embalo adormeço... meus olhos permanecem fixos no horizonte... mas agora parece que piso em algodão... vejo luzes ao meu redor... sinto lágrimas pela minha face... sim.. lágrimas! Enfim amoleceram meu coração... percebo que estou além da porta que se encontra fechada agora... em minha frente um mundo que me espera... sim.. deixei de ser telespectadora... agora sou uma personagem com cara e com nome! Sou mais um alguém na multidão.. mas sei que faço a diferença... olho pra frente e vejo um caminho a trilhar... Meus olhos permanecem fixos no horizonte... enquanto o sono me leva por um mundo que não conheço... me faz sentir a paz que tanto almejo... e isso tudo é meu durante eternos minutos de sono..." (Daniela Roman Ross - 05/03/2003)
terça-feira, abril 11, 2006
Operação Resgate III - A Missão
domingo, abril 02, 2006
Operação Resgate II
Espera... esperança... pra que???? Em nome de que ou de quem?? O tempo passou... me levou... Esperanças angustiadas me fizeram companhia... "um dia as coisas serão diferentes"... Esse dia nunca chegou, e aqui estou eu sentada em meio a esse caminho... em lágrimas... lágrimas que tanto derramei e hoje vejo que por nada... Vejo sonhos destruídos... vejo pessoas vivendo a "minha história", realizando meus sonhos... os "meus sonhos"!!!!! Como pode isso???
Como alguém chega em minha vida do nada e se transforma em tudo, e se transforma em meu passado distante... meu presente vivo e meu futuro assombroso... meu.. meu.. meu.. e que agora nada mais é meu.. Uma nova personagem entra em cena, assumindo um lugar que já foi meu um dia... um dia... Não sei se o momento é pra apontar erros.. encontrar culpados... se é pra rasgar páginas... botar fogo... se é pra chorar (mais ainda)... desesperar-se por não avistar saída... Quero pedir ajuda de vocês, meus amigos! Quero seguir em frente, mas somente conseguirei se tiver pessoas especiais ao meu lado, que sabem (cada um de seu jeito) chegar ao meu coração, me auxiliando assim a botar nos trilhos meu trem... minha "maria-fumaça"... movida a carvão... assim é meu coração... estilo antigo, mas movido a puros sentimentos... Piuiiiii!!!!(Daniela Roman Ross - 19/03/2003)
quinta-feira, março 23, 2006
Operação Resgate I
"Você já se sentiu chorando por dentro? Se sim certamente sentiu o que estou sentindo no momento... silêncio é a fachada... a inquietação... respostas monossilábicas... por dentro o silêncio não tem chance... é atropelado por uma gritaria. Um desespero que parece não ter sentido, uma angustia que parece não ter nome... um grito de socorro que parece em vão devido os tantos outros gritos do meu silêncio... meu olhar percorre por todos os cantos à procura de respostas... fecho os olhos e continuo minha busca... mas tudo parece em vão... se quando busco com os olhos abertos somente encontro o vazio... com os olhos fechados vejo que até meu coração me nega respostas... nesse silêncio barulhento dessa noite busco as estrelas... quem sabe lá estejam minhas respostas... pontos brilhantes.. misturas de verdades e mentiras... passado e presente... sonho e realidade... hipóteses e certezas... próximas e distantes... a brisa da madrugada acaricia minha face... envolve-me mesmo com seu frio ar na tentativa de calar meu silêncio desesperado... mas as secas lágrimas escorrem... na aparência o perceptível é somente que meus olhos estão fundos e tristonhos... mas na realidade eles choram... e as lágrimas inundam meu coração... Até quando meu coração vai ficar sem respostas? Quando meu silêncio se calará? Quando meu grito de socorro será ouvido? Talvez quando os pontos brilhantes deixarem de ser mentira." (Daniela Roman Ross - 27/02/2003)
sábado, fevereiro 25, 2006
Mas bah, Lela!
As palavras parecem fugir, parecem não.. elas sairam em disparada! Nem sequer me disseram um "tchauzinho". Pois bem, vou me aventurar, quem sabe alguma decida voltar, não é verdade?
hmmm... alguém? hã? Nada?
Ah, sim.. o objetivo do blog! Obrigada pela dica!
Este blog é destinado às minhas viagens na companhia das palavras.. Essas ingratas que não voltam... Seu conteúdo será de tudo um pouco, textos antigos e recentes, pensamentos, matérias, reportagens, artigos, novidades, enfim... minhas viagens!
Mas bah, Lela!